Monumental Missa de Bach na abertura do 34.º Festival de Música de Alcobaça
Ludovice Ensemble fará ecoar obra-prima do mestre alemão Johann Sebastian Bach no Mosteiro de Alcobaça
O Festival de Música de Alcobaça inaugura a sua edição de 2026 esta sexta-feira, dia 26, na Nave Central do Mosteiro de Alcobaça, com a interpretação da extraordinária Missa em si menor, de Johann Sebastian Bach. A música barroca coroa este arranque, mas a primeira semana do festival espelha bem a diversidade de programação do festival, que nos primeiros dias inclui música tradicional persa, cinema e propostas Júnior e Famílias.
Uma viagem musical e espiritual na Nave Central
A abertura do festival convida o público a escutar uma grande missa na Igreja do Mosteiro, cuja arquitetura, escala e espiritualidade amplificam a dimensão artística e simbólica desta obra-prima da música universal.
A Missa em Si menor, BWV 232, uma das criações mais extraordinárias do período barroco de J.S. Bach será interpretada pelo Ludovice Ensemble, sob direção de Fernando Miguel Jalôto, e por um coro de dez cantores solistas – as sopranos Ana Quintans, Eduarda Melo, Raquel Mendes e Rita Morais; os altos Gabriel Díaz e António Lourenço Menezes; Fernando Guimarães e André Lacerda, tenores e Hugo Oliveira e André Henriques, baixos.
Neste concerto, o Ludovice Ensemble propõe uma viagem ao universo da corte de Dresden do século XVIII, numa recriação imaginada da cerimónia para a qual esta obra – escrita ao longo de várias décadas – poderia ter sido concebida.
Esta grandiosa missa congrega forças vocais e orquestrais durante aproximadamente duas horas, e reúne algumas das páginas mais inspiradas de Bach, sintetizando de forma magistral toda a sua experiência, mestria e visão artística.
Música persa, cinema ao ar livre e programação para famílias
No domingo, 28 de junho, um espaço raramente visitável do Mosteiro de Alcobaça, a Sacristia Manuelina, recebe o projeto SETÂR, um encontro entre a poesia do Médio Oriente e a música tradicional persa. Três músicos iranianos unem tradição, improvisação e criação contemporânea, num concerto que cruza voz e sons do kamancheh, do tar e de outros instrumentos ancestrais da tradição persa.
Nesta edição, o festival propõe sessões de cinema ao ar livre no Patim da Cerca do Mosteiro de Alcobaça, e a primeira sessão, a 2 de julho, celebra 25 anos de Moulin Rouge, de Baz Luhrmann, uma das obras mais marcantes do musical contemporâneo.
O Bosque prossegue com mais um concerto ao final da tarde de sábado, desta vez com Tape Junk & Pedro Branco, um projeto do baterista João Correia e do guitarrista Pedro Branco que cantam e navegam entre o jazz e outros territórios.
Nesta primeira semana é vasta a programação Júnior e Famílias, que inclui A Rua, o musical que encerra o Final de Ano da Academia de Música de Alcobaça, a 27 de junho, e, no dia seguinte, o Espetáculo de Final de Ano da Academia de Dança de Alcobaça. Também o Concerto de Laureados do Concurso "Pequenos Grandes Talentos" e o Concerto de Estágios de Orquestra, a 1 e 2 de julho, complementam esta programação dedicada aos mais jovens e às famílias.
Organizado pela ABA – Banda de Alcobaça Associação de Artes, o Festival de Música de Alcobaça conta com o apoio da Fundação “la Caixa”, em colaboração com o BPI, e da República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes. É realizado em parceria estratégica com o Município de Alcobaça e com a parceria institucional da Museus e Monumentos de Portugal, EPE /Mosteiro de Alcobaça.