Cistermúsica cumpre a sua 28ª edição com a segurança que se impõe e a excelência de sempre

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Julho

Depois de alguns meses de expetativa, a 28ª edição do Cistermúsica – Festival de Música de Alcobaça vai mesmo avançar este verão, entre os dias 22 de julho e 19 de agosto, com uma programação que embora adaptada aos tempos excecionais que vivemos (sobretudo com artistas nacionais e com formações de pequena e média dimensão) manterá a qualidade reconhecida a este festival.

Os diretores artísticos, Rui Morais e André Cunha Leal, acreditam que realizar o festival este ano, reflete o espírito de compromisso da instituição produtora, Banda de Alcobaça, com o atual panorama cultural e constitui um sinal de esperança muito relevante no contexto que atravessamos. "As manifestações culturais são essenciais enquanto fonte de alegria, reflexão, bem como de esperança, particularmente, nos tempos em que vivemos", sublinha a dupla.

Assim, em 2020, o Cistermúsica torna a eleger o Mosteiro de Alcobaça como seu epicentro e parceiro fundamental, prosseguindo na celebração de duas efemérides inevitáveis: as celebrações dos 500 anos da circum-navegação e os 250 anos do nascimento de Beethoven. É, aliás, sob a égide do grande génio de Beethoven, que teremos a majestosa 5ª Sinfonia e o concerto para piano e orquestra “Imperador” pela Orquestra Filarmónica Portuguesa e João Bettencourt da Câmara, um recital de piano por Miguel Borges Coelho e três formações de música de câmara: o Quarteto Tejo com António Saiote; Jed Barahal e Christina Margotto; e os Solistas da Orquestra Sinfónica Casa da Música.

Uma programação que incluirá ainda propostas que vão desde a época de ouro da polifonia portuguesa, através do Ensemble de São Tomás de Aquino, até uma versão muito intimista e especial do Stabat Mater de Pergolesi, interpretado pelo acordeonista João Barradas e as cantoras Bárbara Barradas e Cátia Moreso.

Assente na ideia de diáspora, as propostas embarcam numa viagem pelas influências de Portugal no mundo, com os Sete Lágrimas e a forma como a identidade musical portuguesa evoluiu desde as Cantigas de Santa Maria até ao fado, passando pelo barroco e pelas influências tropicais presentes no projeto “Do Barroco ao Fado” dos Músicos do Tejo que reúne o fadista Ricardo Ribeiro e a soprano Ana Quintans.

Também à volta do barroco, e ligado ao mar, teremos o programa proposto pela orquestra La Nave Va, a quem se junta o tenor Marcel Beekman, uma das estrelas atuais no mundo da interpretação barroca, em cujas árias poderemos ver a influência do elemento marítimo que nos liga igualmente à grande aventura da circum-navegação.

O Festival apresenta ainda, à semelhança das edições anteriores, uma programação cultural “Em Rede”, que levará alguns dos concertos a São Pedro de Moel (Marinha Grande), Universidade de Coimbra e Convento das Bernardas – Museu da Marioneta (Lisboa), prosseguindo a sua missão de descentralização e de oferta cultural para todos… sempre em segurança.

É com muita honra que o Cistermúsica volta a contar com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República, o apoio financeiro da Direção-Geral das Artes e o patrocínio de algumas instituições privadas de referência que permitem a realização de uma edição muito especial, onde serão cumpridas todas as regras de saúde pública emanadas pela Direção-Geral de Saúde/Ministério da Cultura, e que, de qualquer das formas, não seria possível sem a parceria institucional com a Direção-Geral do Património Cultural.

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