Mosteiro de Santa Maria de Cós

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Coz é uma das mais antigas povoações dos Coutos de Alcobaça. Tem-lhe sido atribuída uma fundação fenícia, num relato sem comprovação material, muito embora a presença de povos de procedência mediterrâ - nea, no I milénio a. C, seja uma forte possibilidade. Aqui ganhou forma, no séc. XIII, uma comunidade de religiosas cisterciense. No século XVI, o Mosteiro de Santa Maria de Coz tornou-se num dos mais ricos mosteiros femininos da Ordem de Cister em Portugal. Com o seu esplendor artísti - co barroco, a igreja testemunha a riqueza da comunidade religiosa. O Mosteiro de Santa Maria de Coz não foi fundado, mas antes funda - mentado pela existência das “mulheres piedosas” desde o início do século XIII e pelo consentimento da abadia de Alcobaça. A localização primitiva do Mosteiro, na baixa Idade Média, permanece uma incógnita, embora seja admissível uma implantação coincidente com a das recons - truções posteriores. A afiliação cisterciense do século XVI irá correspon - der a um novo momento para as monjas, acompanhado de campanhas construtivas de vulto. Na segunda metade do século XVII e no século XVIII, o Mosteiro passa por um processo de profunda renovação da qual sobrevive o templo com as suas preciosas produções artísticas. Na igreja abacial, merece destaque o coro das monjas, com um belíssimo portal manuelino de fundo e o cadeiral executado entre o final do século XVII e o início do XVIII. A este, sobrepõe-se o revestimento integral das paredes com produções de azulejos de grande qualidade, como também se verifi - ca nos painéis de azulejo da sacristia com cenas da vida de Bernardo de Claraval, o maior impulsionador da Ordem de Cister e uma das personali - dades eclesiásticas mais influentes do século XII. Ainda na igreja, dividida a meio por uma grade de clausura em talha dourada que separa o coro da igreja dos fiéis, destaca-se a abóbada com os seus 80 caixotões de madeira, datados de 1718-1720, que representam temas iconográficos típicos da espiritualidade cisterciense. Na igreja dos fiéis, ganha relevo o conjunto de altares em talha dourada, dos fins do séc. XVII, a balaustrada e o soberbo retábulo do altar-mor, em talha dourada, de estilo nacional, executado pelo entalhador Domingos Lopes, de Lisboa, de acordo com um contrato de 9 de março de 1676. Por fim, entre as pinturas, é de destacar o trabalho de Josefa de Óbidos. Exteriormente, a sul, assina - lam-se as estátuas de São Bento e de São Bernardo. Nos últimos anos, a Câmara Municipal de Alcobaça tem em curso um projeto de revalorização e revitalização do Mosteiro e espaço adjacente.

Fonte: CMA

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