Gárgulas – Quatro painéis para um Templo da Memória
Mário Marques e Orquestra Metropolitana de Lisboa
Inspirado no conjunto de gárgulas concebido por José Aurélio para a Torre do Tombo, este concerto propõe quatro “painéis” onde a música age como a própria gárgula: expulsa o supérfluo para deixar ver a forma. A Orquestra Metropolitana de Lisboa acolhe o saxofonista Mário Marques — intérprete português doutorado em Performance e professor na Universidade de Évora, com atividade regular como solista junto de várias orquestras nacionais — num percurso que visita o juízo silencioso de Debussy/Ravel (Sarabande), a dupla máscara de César Rafael (The View from Halfway Down, para saxofone e orquestra) seguida da ironia elegante de Erwin Schulhof – Alla Valse viennese (allegro) e Alla Tarantella (prestissimo con fuoco) a depuração transfiguradora de Nelson Jesus (Profondo Abissi, para saxofone e orquestra) e a reconciliação entre clareza e festa em Satie/Debussy (Gymnopédie n.º 3) e no luminoso Concertino para Saxofone de António Victorino d’Almeida.
Programa
1. O Bem e o Mal
Claude Debussy (1862–1918)
Pour le Piano, L.95
2. Sarabande (Orq. Maurice Ravel)
2. A Tragédia e a Comédia
César Rafael (2001–)
The View from Halfway Down, para saxofone e orquestra
Erwin Schulhoff (1894–1942)
5 Pieces for String Quartet, WV 68
1. Alla Valse viennese (allegro)
5. Alla Tarantella (prestissimo con fuoco)
3. O Velho, o Novo e a Morte
Nelson Jesus (1986–)
Profondo Abissi, Op. 42, para saxofone e orquestra
4. A Guerra e a Paz
Erik Satie (1866–1925)
3 Gymnopédies
3. Lent et grave (Orq. Claude Debussy)
António Victorino d’Almeida (1940–)
Concertino para Saxofone
Ficha artística
Orquestra Metropolitana de Lisboa
Pedro Amaral, direção musical
Mário Marques, saxofones
Informações
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