Sete espetáculos em sete palcos animam o dia Non Stop do Festival de Música de Alcobaça

03
julho

A agenda dos próximos dias inclui ainda música de câmara, polifonia renascentista, um Requiem contemporâneo e homenagens a Luís de Freitas Branco.

A programação do 34.º Festival de Música de Alcobaça tem agora como ponto alto o dia Non Stop, um dia inteiro de música e dança, em sete palcos diferentes. Mas na próxima semana há também espaço para um concerto para trio de flauta, piano e violoncelo, programas que celebram Freitas Branco, e mais dois grandes momentos de música vocal. 

Sete programas num Sábado verdadeiramente Non Stop 

O dia 11 de julho é o dia Non Stop, com múltiplas propostas que vão do intimista recital de clarinete de Horácio Ferreira num dos espaços mais inexplorados do Mosteiro, a Capela do Desterro, ao grande concerto sinfónico pela Orquestra Filarmónica Portuguesa, com O Pássaro de Fogo, de Stravinsky.  

Pelo meio, o Quarteto Sfera interpreta obras de Luís de Freitas Branco, Puccini e outros compositores, enquanto os Duques do Precariado levam ao Bosque o seu universo de “folclore indie”. A dança marca igualmente presença, primeiro com o espetáculo Tudo o que o Tempo Guarda pela Academia de Dança de Alcobaça, no Jardim do Amor, e mais tarde, na Fonte da Praça Dom Afonso Henriques, com Dancing Fountains: Memórias de Alcobaça, projeto que cruza património, criação contemporânea e memória coletiva. 

A noite encerra no Armazém das Artes com o guitarrista Miguel Moreira e a saxofonista Filipa Santos em Now Swim, um projeto que navega entre o jazz contemporâneo, improvisação, memória musical portuguesa e eletrónica experimental. 

Música de câmara na Sacristia Manuelina e tributo a Freitas Branco no Museu do Vinho

No dia 10, a Sacristia do Mosteiro reabre para o concerto para trio de flauta, piano e violoncelo pelo Duo Scherzo, a que se junta o violoncelista ucraniano Maxim Doujak, para interpretar obras de Mélanie Bonis, Louise Farrenc e Carl Maria von Weber. 

No dia 16, o compositor Luís de Freitas Branco (1890–1955) estará novamente em destaque na programação, com o concerto de Eva Braga Simões e Davide Amaral, na Adega dos Balseiros do Museu do Vinho de Alcobaça. O duo propõe uma revisitação a um conjunto de canções do compositor, numa abordagem contemporânea que transfere para a guitarra elétrica o papel originalmente reservado ao piano. 

A polifonia ibérica e um Requiem para os vivos

Especializado na interpretação da polifonia renascentista ibérica, o grupo vocal Cantoría apresenta, a 12 de julho, Dominica in Ramus Palmarum, um projeto site-specific para o Mosteiro de Alcobaça, em diálogo com o tema da “Ressurreição” e com a tradição litúrgica ibérica da Semana Santa, que resulta num concerto imersivo e itinerante por diferentes espaços do monumento, com música de Tomás Luis de Victoria e canto gregoriano. 

Outro ponto alto da música vocal será protagonizado pelo Coro do Orfeão de Leiria & Ensemble Instrumental, que apresenta na Igreja dos Prazeres de Aljubarrota Requiem for the Living, uma obra coral-sinfónica do compositor norte-americano Dan Forrest, que substitui a tradicional perspetiva sobre os mortos por uma reflexão sobre os vivos e a condição humana. 

A semana marca ainda o arranque do Ciclo de Concertos em Meio Natural, desenvolvido em parceria com o Município de Porto de Mós. O primeiro concerto acontece a 12 de julho, na Fórnea, com o Focus Sax Quartet, num programa de acesso livre que cruza repertório clássico, música ibérica e canção portuguesa. 

Organizado pela ABA – Banda de Alcobaça Associação de Artes, o Festival de Música de Alcobaça conta com o apoio da Fundação “la Caixa”, em colaboração com o BPI, e da República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes. É realizado em parceria estratégica com o Município de Alcobaça e com a parceria institucional da Museus e Monumentos de Portugal, EPE /Mosteiro de Alcobaça.