La Vida Secreta

Portugal
Fronteiras
24
outubro

17h00
Local: Cine-teatro de Alcobaça – João d’Oliva Monteiro

Ensemble Darcos

Ópera de bolso a partir de Salvador Dalí

Esta ópera de bolso retrata o mundo surreal do pintor espanhol Salvador Dalí através dos olhos da sua companheira-musa Gala. Tendo como única protagonista a figura de Gala, interpretada pela soprano espanhola Conchi Moyano, revela a mulher como inspiração múltipla e central no desenvolvimento do surrealismo ímpar de Dalí, e serve como ponto de partida para uma transposição do universo da sua obra aos dias de hoje, onde a digitalização das relações tomou proporções desafiantes e absurdas. Gala como a mulher que não assistiu ao movimento #MeToo, mas... e se tivesse participado, haveria Dalí? As girafas continuariam o seu passeio exótico de pernas longas?

Nuno Côrte-Real

Para que a música soe, deve existir, previamente, o silêncio. Assim como nenhum mar pode abrir-se sem a certeza, por mais longínqua que seja, de que um pedacinho de terra firme aguarda escondido no vinco da dobra de algum mapa.
Tampouco não há primavera sem inverno. Floresta sem raízes. Paraíso sem purgatório. Luz sem escuridão. Ouro sem lama. Lucidez sem loucura. Risada leve sem que antes (nos) tenha pesado o sangue nas veias. Ying sem yang. É necessário conhecer o Sul para, talvez, um dia, vir quase a compreender o coração do Norte. E vice-versa.
O mesmo acontece quando se trata de conhecer ou, pelo menos, tentar conhecer a vida secreta da vida de Salvador Dalí. Como falar do ídolo sem escutar o homem? Como falar do génio sem invocar a fada?
Por tudo aquilo, se uniram nesta proposta Gala e o universo. Pois, quem melhor do que a estrela polar do artista para guiar-nos de ouvido na odisseia a todos os seus centros?
Elena Ivávnova Diakonova submete-se, assim, a uma singular sessão de psicanálise que se aproxima de uma oração. Durante esta, o público também terá que fechar os olhos para começar a ver.
Brincando de tela em tela, de verso em verso e de memória em memória como o veleiro que ara a fé de ilha em ilha, Gradiva colocará nas mãos do espetador, tudo ao mesmo tempo, uma faca afiada e uma flor em vias de extinção: as chaves-mestras das portas sem retorno às profundezas da consciência irrepetível de Daliniana.

Martha Asunción Alonso

Nuno Côrte-Real, música e direção musical
Martha Asunción Alonso, libreto
Carlos Antunes, encenação e cenografia
Conchi Moyano, soprano
Jesus Ramos, voz off

Nuno Braz de Oliveira, figurinos
Zeca Iglésias, desenho de luz
Fátima Sousa, caracterização
Rafaela Figueiredo, Júlio Antunes, André Lopes, vídeo
Carlos Antunes, Karina Jeppesen, conceção e coordenação de vídeo
Carlos Antunes, tradução do libreto e legendagem
Virgílio da Silva Coelho, construção de cenário

Ensemble Darcos
Emanuel Salvador, violino
Reyes Gallardo, viola
Filipe Quaresma, violoncelo
Rodrigo Lima, saxofone
Hélder Marques, piano

Inês Mesquita, co-repetição

Agradecimentos:
Reginacork, S.A.

Entrada Livre
Levantamento de bilhete no local no próprio dia a partir das 15h00 e até 30 minutos após o início do espetáculo.

Apoios:


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